www.drglauciosiqueira.com

Conheça o nosso Website Oficial - www.drglauciosiqueira.com - saiba sobre a Osteopatia / Especialidades / Atendimento / e muito mais informações.

25 de abr de 2012

DOR NA COLUNA LOMBAR - LOMBALGIA


            A coluna vertebral tem como função principal a sustentação do esqueleto humano. Ela deve ser flexível, mas também deve ser forte e rígida, especialmente quando sob carga, para manter as relações anatômicas e proteger os elementos neurais. A capacidade de desenvolver essa função sem comprometimento é a essência da estabilidade. Para tanto, a estabilidade da coluna vertebral é iniciada a partir de vários fatores como sistemas osteoligamentar e neuromuscular, por exemplo, que produzem reações equilibradas para permitir à coluna vertebral cumprir o seu papel de sustentação satisfatoriamente sem quaisquer prejuízos.




As patologias da coluna vertebral geram alterações em sua estrutura e função, e estão comumente associadas à presença da dor. Geralmente, existe a predominância de dor na coluna lombar. Mesmo sem a existência de doenças ortopédicas ou reumáticas associadas, as dores lombares tem sido um achado cada vez mais comum.




A incidência e a prevalência da dor lombar são de tal modo elevadas que passou a ser considerada como causa de grandes prejuízos econômicos, representando a queixa mais observada nos serviços de saúde. As dores lombares se situam entre as 20 queixas mais comuns em adultos que procuram o serviço médico público. Atualmente compreende uma importante causa de afastamento do trabalho e de benefícios requeridos à Previdência, em razão da deficiência funcional causada.
            Cerca de 80% da população, em algum momento de sua vida, já apresentou ou ainda apresentará episódio de dor lombar. Estudos prospectivos demonstram que os problemas lombares não dispõem de um padrão de recuperação espontânea. A condição biomecânica do indivíduo acometido pela dor lombar crônica piora regularmente influenciada por fatores físicos e psicológicos.




            A dor modifica e limita aspectos da qualidade de vida, porquanto impõe ao seu portador mudanças que causam transtornos pessoais, conflitos sociais e perdas afetivas, familiares, da autonomia e interrupção dos projetos de vida.




            Normalmente, a região do corpo que está em disfunção somática (ou osteopática) encontra-se em estado de HIPOMOBILIDADE, gerando compensações de estruturas vizinhas que entram em estado HIPERMOBILIDADE, as quais geralmente compreendem o local em que o paciente refere a dor. Essa dor pode ter várias possibilidades de causas diferentes (trauma direto, dores referidas por diversos fatores, etc.) sendo a dor na coluna lombar apenas consequência das adaptações e compensações que o corpo sofreu.




Sendo assim, o tratamento apenas da região lombar (tratamento mais localizado), muitas vezes, não produz o resultado esperado, de modo que os sintomas persistem e a lombalgia assume uma forma mais crônica (a partir de 03 meses). Por essa razão, no tratamento osteopático, uma das características mais evidentes e fundamentais é a avaliação buscando identificar o mecanismo lesional (a causa do problema) para, a partir daí, aplicar as técnicas próprias de modo muito específico e analítico em cada tipo de estrutura do corpo relacionado ao problema.




            Se você sofre desse mal, não tente “se acostumar com a dor” ou realizar auto-tratamento e NÃO faça uso de medicamentos SEM prescrição médica. 
                Procure ajuda de um profissional de sua confiança.


Cuide bem da sua saúde e viva uma vida feliz!
Até breve!
Grande abraço!


21 de mar de 2012

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO


Quem sofre dessa disfunção, provavelmente, entende o seu significado pelo sofrimento ocasionado. Ainda assim, algumas questões sempre surgem, como por exemplo, “o que é o túnel do carpo?”, “como essa disfunção ocorre?”, “o que posso fazer para aliviar os sintomas”, “existe algum tratamento eficaz?”.
Se você sofre dessa síndrome ou quer apenas entender mais sobre ela, então vamos juntos entender melhor esse problema.

Em primeiro lugar, vamos compreender o nervo mediano:

- O nervo mediano é uma estrutura originada a partir de raízes nervosas que nascem na medula espinhal cervical e segue até a regia da mão inervando em seu trajeto quase todos os músculos flexores do antebraço, os músculos pronadores e quase toda a face palmar cutânea da mão.



Em segundo lugar, vamos compreender o túnel do carpo:

- o túnel do carpo corresponde a uma região formado pelos ossos do carpo (ou seja, ossos da mão) por onde passam tendões dos músculos flexores profundo dos dedos (esse não é inervado pelo nervo mediano, mas ulnar), músculos superficial dos dedos e flexor longo do polegar. Essa região é coberta por uma outra estrutura chamada de retináculo dos flexores, através do qual passa o tendão do músculo flexor radial do carpo.




Inicialmente, devemos entender que a síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia compressiva do nervo mediano no canal do carpo. Que acomete mais frequentemente mulher entre 35 e 60 anos.



Seu quadro clínico é caracterizado por dor intensa, parestesia (formigamento) e dormência na região da mão e dedos, com predomínio noturno, sendo muitas vezes a causa do indivíduo acordar para levantar as mãos ou balançá-las. Quando não tratada, pode evoluir para um quadro de fraqueza impossibilitando escrever, segurar objetos, dirigir automóvel, abotoar blusas, etc.



O surgimento da síndrome do túnel do carpo pode estar relacionado ao trabalho com esforços repetitivos em flexão-extensão do punho – LER/DORT (digitação, costura, etc.), a situações de queda sobre a mão (com ou sem história de fratura na região do membro superior), alterações hormonais e inflamações dos tendões dos músculos que passam pelo canal do carpo (como ocorre durante a gravidez, por exemplo). Apesar desses fatores, é fundamental que uma avaliação seja sempre feita com critérios para um diagnóstico diferencial, como por exemplo, investigar questionar sobre acometimento de algum tipo de tumor  ou afecções anteriores ao início do quadro sintomatológico do paciente, por exemplo, dentre outros.

Alguns procedimentos possam facilmente ser aprendidos para aliviar os sintomas diariamente, como alongamento da musculatura flexora de dedos e punho, aplicação de compressa sobre a região, exercícios de fortalecimento, etc. Entretanto, se não for feito o devido tratamento, a síndrome do túnel do carpo vai persistir e assumir uma forma crônica da doença. Ocasionando os sintomas anteriormente já comentados.


  


O tratamento osteopático da síndrome do túnel do carpo vai analisar de modo analítico e global o envolvimento de cada estrutura que possa estar relacionada aos sintomas. A partir daí, um diagnóstico será fechado buscando encontrar a origem real desses sintomas (o que chamamos em osteopatia de disfunção primária) e desenvolvido um tratamento específico para cada paciente (cada indivíduo tem a sua individualidade, e consequentemente, uma forma diferente do surgimento da doença) com técnicas próprias para cada tipo de tecido – osso, ligamento, nervo, fáscia muscular, etc.



Nosso corpo não foi feito para “se acostumar com a dor”. Essa idéia apenas faz com que a doença persista e cause danos maiores ao longo do tempo. 
Se você sofre de síndrome do túnel do carpo, procure ajuda de um profissional qualificado.


Envie suas dúvidas para o email drglaucioaugusto@yahoo.com.br


Até breve!


Grande abraço!

29 de set de 2011

TRATAMENTO OSTEOPÁTICO DA ENXAQUECA


Sabemos que a enxaqueca possui um componente vascular em seu acometimento. As disfunções da coluna cervical na coluna cervical podem gerar um impacto nessa condição clínica, pois está diretamente relacionada com a artéria vertebral direita e esquerda, as quais passam desde a 6ª até a 1ª vertebral cervical (atlas), e em seguida, penetram no crânio pelo forame magno. Após chegarem no occipital formam a artéria basilar que possui importante papel na vascularização de estruturas no crânio. Em seu trajeto essas artérias vertebrais emitem ramos musculares para os músculos profundos do pescoço e ramos espinhais para a medula espinhal e para as vértebras.


            Também sabemos que a produção hormonal alterado o estado clínico do paciente, como por exemplo, durante a gravidez uma mulher que sofra de enxaqueca refere alívio dos sintomas, o que ocorre devido a produção hormonal em níveis contínuos da placenta.


            Além de tais componentes vasculares e hormonais, existem vários outros fatores que precisam ser avaliados a fim de que se possa reconhecer um caminho pelo qual os sintomas surgem ou se agravam.


O Tratamento Osteopático consiste em avaliar o paciente em busca de identificar todos (ou muitos) dos fatores presentes, como por exemplo, disfunções vertebrais, osteomusculares, desequilíbrios no sistema nervoso autônomo, disfunções viscerais, alterações das fáscias, tensões meníngeas, dentre outros aspectos mais específicos, identificando as respectivas adaptações e prejuízos funcionais. Tão somente após um diagnóstico fechado, são realizadas as técnicas para as devidas correções das disfunções encontradas. Embora, normalmente, na 1ª consulta já se perceba alívio dos sintomas, não é possível delimitar um prazo exato de tratamento. Entretanto, inicialmente, o paciente deve se submeter a um consulta semanal.Com a minimização dos sintomas, as consultas passam a ser quinzenais, e posteriormente mensais ou bimestrais (consulta de controle).
A enxaqueca tem tratamento. Por isso:
1) Submeta-se ao tratamento adequado e evite o uso de medicamentos indiscriminadamente;
2) Relaxe! Procure realizar coisas que te fazem sentir bem e evite preocupações desnecessárias;
3) Procure ter uma dieta equilibrada;
4) Busque dormir bem (durma entre 22h e 06h do dia seguinte)
5) Não tome analgésicos sem orientação médica;
6) Pratique sempre uma atividade física regular (freqüência mínima de 3 vezes por semana)

Grande abraço!

Até breve!

ENTENDENDO MELHOR A ENXAQUECA


O nome migrânea tem sido utilizado desde a antiguidade e é uma variação da palavra grega hemigrania, que por sua vez nos remete a um aspecto importante da moléstia, que é o caráter de a dor frequentemente acometer mais um lado da cabeça. Pelo fato de os mouros terem vivido na península ibérica por cerca de 800 anos, foi nos legada a palavra jaqueca, do árabe, e corrompida para enxaqueca.


A Sociedade Brasileira de Cefaléia reconhece mais de 150 modalidades de cefaléias – dores de cabeça – e a enxaqueca é uma delas. Compreende uma doença neurológica que muitas vezes provoca diminuição das habilidades em seus padecedores. Para a Organização Mundial de Saúde, esta é a 19ª moléstia que mais incapacita o ser humano. Asua prevalência no Brasil é de cerca de 15% e representa 35% das consultas neurológicas.


A enxaqueca é uma doença herdada geneticamente, como demonstram as pesquisas que estudam famílias inteiras e pares de gêmeos. Portanto, não se deve dizer que enxaqueca é algo “normal” ou “com que se deve acostumar”.
Estima-se que a prevalência da queixa de dor de cabeça ao longo da vida seja de 93% nos homens e 99% nas mulheres e que, 76% do sexo feminino e 57% do masculino, tenham pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. Já se falarmos de enxaqueca (que é um tipo específico de dor de cabeça), a prevalência geral ao longo da vida é de aproximadamente 12% (18% entre as mulheres, 6% entre os homens e 4% nas crianças).
A alta prevalência das cefaléias colaborou para que se criasse na população o costume de se consumir indiscriminadamente analgésicos. Em busca do alívio imediato da dor, a pessoas ingerem analgésico sem prescrição ou acompanhamento médico. Usam doses progressivamente mais altas desses medicamentos e, desse modo, ao invés de eliminar a dor, contribuem para o agravamento da cefaléia.


Se utilizadas frequentemente em quantidades excessivas, separadamente ou em combinação, esses analgésicos e outras medicações para dor podem perpetuar a cefaléia, tornando-se um problema crônico diário, como tem sido constato em diversos estudos.

(Fonte: Sociadade Brasileira de Cefaléia – http://www.sbce.med.br/)

10 de mai de 2011

HÉRNIA DE DISCO

HÉRNIA DE DISCO

A nossa coluna vertebral é formada a partir de vértebras agrupadas por regiões ou curvaturas. Entre as vértebras cervicais, dorsais e lombares existem estruturas compostas de tecido cartilaginoso e elástico denominadas de Discos Intervertebrais. Tais estruturas têm a principal função de suportar o peso corporal, amortecendo o seu impacto sobre a coluna, e impedindo o contato direto entre as vértebras durante os movimentos.
O disco intervertebral possui basicamente duas estruturas, o núcleo pulposo de uma consistência semelhante de um creme dental; e o anel fibroso, composto de várias lâminas (ou camadas) de colágeno. Essas camadas apresentam o colágeno em fibras com diferente em cada nível do anel fibroso (entre uma camada e outra), o que lhe maior resistência às forças de tensões aplicadas sobre o disco.



A ruptura dessas camadas, ou seja, do anel fibroso, torna o disco vulnerável, incapacitado de exercer sua função e permite que o núcleo pulposo se desloque. Esse deslocamento é o que caracteriza a hérnia de disco. A direção desse deslocamento e as estruturas comprometidas no processo, basicamente, é o que define o tipo de sintoma e a classificação da hérnia sofrida pelo indivíduo.



Sendo assim, a HÉRNIA DE DISCO "é deslocamento de um seqüestro do anel e/ou núcleo pulposo no canal vertebral ou forame de conjugação, de modo que o fragmento deslocado é fixado em posição patogênica. A inflamação da raiz nervosa resulta da pressão mecânica, irritação química e resposta auto-imune do organismo. O paciente apresenta uma dor ciática verdadeira".



AVALIAÇÃO E TRATAMENTO

A avaliação através da OSTEOPATIA é realizada através da inspeção do paciente, testes ortopédicos, neurológicos e testes especiais específicos. Desse modo é possível identificar as alterações presentes e elaborar o diagnóstico, a partir do qual será realizado o tratamento. Caso, seja necessário, é solicitado a realização de exames de imagens como radiografia e ressonância magnética, por exemplo.
O tratamento osteopático das hérnias de disco é composto de técnicas específicas para ligamentos, músculos, liberação do trajeto nervoso, fáscia e estruturas ósseas e articulações, dentre outras, e técnicas especiais para o disco intervertebral que permitem interromper o seu contato com a raiz nervosa, gerando grande alívio e redução ou eliminação da irradiação. Após algumas consultas de tratamento com Osteopatia, 
quando o paciente não apresenta mais quadro álgico (dor) já está em boas condições de iniciar a fase seguinte de reabilitação. 




O PILATES associado a exercícios de estabilização vertebral representa um importante e muito eficaz método de se conseguir a estabilidade articular da coluna, melhorando o tônus e força muscular, postura, propriocepção, consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e postura.



E assim, proporciona ao paciente segurança ao retornar às suas atividades diárias e profissionais.

Fonte: François Ricard, 2003.
Fonte: Joseph Hubertus Pilates, 2010.

Obrigado pela sua visita!